Se você está pensando em se especializar em uma linguagem de programação nos próximos dois anos, considere o Python entre suas alternativas. Bons motivos não faltam.
Em 2 anos IA (mesmo que por moda) vai ser a bola da vez e Python já está na vantagem. Hoje, Python já vem sendo amplamente utilizado para Data Science, Machine Learning e Deep Learning, disciplinas que são pilares em IA. A computação cognitiva avança em grandes empresas como Google, IBM, Amazon e Microsoft. Cada uma dessas empresas tem suas ferramentas e estratégias para se tornarem provedores de IA. O que há de comum entre elas: Python.
Mudanças no Java para melhor e para pior. A licença do Java mudou e a partir da v11 se quiser ter suporte da Oracle tem que pagar. Isso pode ser bom pois dá maior segurança aos grandes players que usam a tecnologia e ainda incentiva a Oracle a melhorar ainda mais o Java, mas a própria notícia em si já impacta o mercado de forma negativa, principalmente entre as pequenas e médias empresas. Obviamente é possível usar o Open JDK para novos projetos, mas e o legado? A preocupação aumentará até 2020, data fim do suporte da última versão free do JDK da Oracle.
Um pouco mais sobre Java. No Exterior, em vários fóruns tenho visto comentários que as empresas estão trocando o Java por linguagens menos burocráticas em novos projetos. O ritmo das startups é mais rápido que o de grandes empresas. Nesse sentido o Python encaixa como uma luva: fácil de aprender, multiparadigma e ao mesmo tempo com campo de atuação aberto que vai de aplicações web à robótica. O legado de Java é enorme não vai desaparecer e nem deixar de ser uma das mais utilizadas tão cedo (pelo menos nos próximos 15 anos). Assim como já tentaram matar o papel, já tentaram decretar o fim do Java várias vezes. Pura bobagem. Porém, novos tempos significam novos nichos de mercado e principalmente novas oportunidades. Certamente, o ritmo do mercado exigirá (já exige e quem desenvolve em JavaScript sabe disso) linguagens capazes de trazer resultados mais rápidos. Pode ser muito mais vantajoso competir nesse “novo” mercado e Python pode cumprir bem esse papel com uma segunda vantagem: baixa competitividade profissional.
Até 2016 eu nem via vagas de python… Agora elas já começaram a aparecer e o mais interessante, em determinados casos elas demoram para ser preenchidas pois o mercado ainda não formou profissionais experientes o bastante para assumí-las. No exterior, em alguns sites de trabalho Freelance já tem mais oportunidades em Python do que em outras linguagens como o próprio Java, C#.
A dica de especializar numa linguagem vale muito, pois martelo na mão de quem sabe usar tem muito mais utilidade do que ter uma caixa inteira de ferramentas e não saber usar nenhuma direito. (E pra saber usar bem uma ferramenta, qualquer que seja, leva tempo mesmo).
Python já vem no Linux e me parece que o Windows (desculpem os fan-boys) está com os dias contados. Mais uma vez, até a MS sabe que está perdendo terreno e tem agora sua própria distribuição Linux. Eles sabem que SO é commodity e o que agrega valor são serviços. Isso só ajuda o Python.
O Python vive um momento pelo qual o Java já passou: Nos idos de 98 a 2005 o Java era considerado lento. O que aconteceu? Lei de Moore. O poder de processamento aumentou, o custo Hw baixou. Então para maioria das aplicações, passou a importar pouco o fato do java rodar em jvm. Penso que o mesmo está passando o Python. A lei de Moore continua valendo e logo ninguém vai mais se importar com a velocidade de uma aplicação python para maior parte das coisas. E sendo uma linguagem menos burocrática, tende a acelerar sua adoção. Até a Microsoft (que é a MS) reconhece isso e você já pode programar em Python no Visual Studio ou usá-lo no Azure em soluções de Data Science e Machine Learning.
Por todos esses motivos, Python parece ter um futuro mais promissor e pode ser uma boa linguagem para quem quer começar ou mudar de ou mudar o mercado.
Mas lembre-se, em matéria de tecnologia, o futuro é hoje!
