👨🏻💻 Olá pessoal!
Hoje vamos falar um pouco sobre OKR.
A príncipio, estas 3 letrinhas podem parecer intimidadoras como a maioria dos jargões da administração, porém, a verdade é que trata-se de algo bem simples, que qualquer mortal pode facilmente entender e implementar em sua organização.
Vamos começar pela pronúncia. A maneira certa de fazê-la é em inglês, então deve ser pronunciado assim: ô-Ki-ar e não ó-ká-érre.
Mas o que é OKR?
OKR é uma ferramenta de gestão (sistema), que foi criada por Andy Grove, ex CEO da Intel, para criar alinhamento, engajamento e autonomia em equipes. As empresas utilizam OKR para definir metas (Objectives) e mensurar seu cumprimento através medição de resultados-chave (Key-results) obtidos.
Como funciona?
A empresa (ou melhor, equipes), em conjunto com a direção, elaboram uma meta macro que deve ser atingida num tempo x. As áreas de negócio elaboram suas metas que irão contribuir para a meta global na forma de resultados a serem atingidos.
Um ponto importante a destacar é o princípio da autonomia, que deve ser preservada na utilização da ferramenta.
Todo o processo de construção se dá a partir das equipes. Ele NÃO ocorre de forma top-down!
A estrutura do OKR
Objetivo
O Objetivo (meta) possui caráter qualitativo e deve ser a resposta para a pergunta “Aonde quero chegar?”
Um objetivo pode ser elaborado através da seguinte frase:
Eu quero_____________ mensurado por___________.
Resultados-chave
Os resultados-chave (KR’s) possuem caráter quantitativo e devem ser a reposta para a pergunta “Como eu saberei que estou chegando lá?”
Enquanto nos KPIs, mensuramos os desempenho das áreas (performance), com os KR’s, nós mensuramos o quanto as áreas de negócio ajudaram a organização a antigir um determinado objetivo (contribuição).
Os KR’s precisam ser SMART
- (s) Específicos
- (m) Mensuráveis
- (a) Atingíveis
- (r) Realistas
- (t) Avaliados num período de tempo fixo.
Avaliação dos resultados
Os resultados devem ser avaliados ao final de períodos fixos de tempo (normalmente quartils).
De modo geral, o esperado deve ficar em torno de 70% do estimado. As metas devem ser altas para ajudar a alavancar a produtividade e motivar as equipes para sua conquista.
Se o esperado ficar acima de 100%, a meta definida provavelmente foi subestimada e precisa ser revista para cima.
Se o esperado ficar muito abaixo de 50%, a meta definida provavelmente foi superestimada e precisa ser revista para baixo.
O período ideal para revisão de metas gira em torno de 3 meses (1 quartil - 4 revisões no ano).
Esta questão do tempo de avaliação é importante, sendo um dos fortes motivos de adoção do OKR por parte de startups, pois diferentemente do “planejamento estratégico de longo prazo”, o OKR ajuda a empresa a corrigir sua rota num prazo mais curto, evitando a quebra (startups tem capital restrito) além de servir de alavanca para crescimento acelerado.
As metas podem ser revistas por exemplo, se houver alguma mudança no mercado, ou ainda por algum fator interno dentro da própria empresa, ou mesmo por motivação das equipes.
Por isso, o ORK se encaixa mais em um modelo agile do que no modelo de planejamento estratégico tradicional (metas estáticas e de longo prazo), por ser terminantemente adaptativo.
Passo-a-passo para implementação
Determinar qual é o grande objetivo da organização para o ano.
Dividir os objetivos desdobrados em trimestres. Sendo para o primeiro trimestre, 3 objetivos que precisam ser atingidos primeiro.
Criar de 3 a 5 resultados-chave no máximo, por área de negócio, para os objetivos do trimestre. O ideal é que cada área possa definir quais serão as suas contribuições (KR’s) para as metas, sendo também sua responsabilidade a mensuração das mesmas dentro do período especificado.
- A metodologia também pode ser aplicada da área para colaborador, ou seja, os KR’s da área podem se tornar metas da área que vão definir as contribuições individuais de cada colaborador para atingimento, envolvendo assim, todos os níveis da organização.
Mensurar os KR semanalmente. Pode ser uma rápida conversa com os gestores das áreas. Uma técnica aplicável é usar o esquema de dayly meetings da metodologia Scrum, só que semanalmente.
Ao final de trimestre fazer uma reunião de apresentação de resultados, avaliação geral e refazer os passos dois e três.
Finalizando
O objetivo deste artigo era apresentar o OKR, uma ferramenta de gestão “agile” que tem conceitos simples, porém de utilização abrangente que requer envolvimento e engajamento das equipes dentro da organização, mas que pode trazer crescimento rápido no curto prazo, sendo por isso, muito utilizada por startups.
Espero que tenham gostado e até a próxima.
