Para grandes empreitadas, grandes esforços
Hoje foi dia de apresentar o case de um projeto para uma oferta de trabalho em BSB.
Foram 5 dias de trabalho intensivo (virando dias e noites) para criar um Plano de Projeto, em que somente a apresentação executiva, ficou com nada menos que 85 slides. Requisitos, DOD, riscos, mudanças, comunicação, EAP, métricas, montagem de equipe, gerenciamento de fornecedores, engajamento, arquitetura, metodologias, etc…
Apesar de ser para uma oferta de trabalho, foi um dos melhores e mais completos planejamentos que já fiz. Mesmo que não ganhe o game, já saí no lucro, pois tive que ir bem além de templates e praticamente criei um framework que poderei usar em projetos de todo tipo.
Detalhes e a questão da escala
Nem tudo são rosas. Após a apresentação, recebi uma chuva de questionamentos brabos, porém muito pertinentes, apontando lacunas não óbvias,como se TODO planejamento do mundo, nunca fosse suficiente bastante.
Sandálias da humildade
Responder às perguntas foi como participar de uma aula e um verdadeiro exercício de humildade. Naquela conversa longa, percebi que SEMPRE podemos fazer muito melhor e que existem profissionais que estão, não alguns, mas muitos níveis acima, principalmente em termos de experiência.
É raro encontrar um Pika das Galáxias num país onde tem tanto gogó, mas garanto: mesmo aqui, eles existem!
Os questionamentos serviram para me mostrar que existem certos problemas que exigem uma abordagem de trabalho e nível de detalhamento bem acima do que é exigido pelo mercado “normal”, por uma simples questão de escala!
Alguns comentários do meu interlocutor me deram uma “breve noção” de escala:
- Para um pico de carga de 150 mil acessos, estamos falando de milhões de utilizadores acessando o sistema simultâneamente.
- Só existimos porque há projetos que ninguém no governo consegue executar. Então eles mandam para nós.
- Estamos falando de sistemas de criticidade altíssima.
- Não é sobre tecnologia. 95% do nosso trabalho é gestão de risco. Não existe no-go!
Nesse tipo de cenário, não basta ser bom, ótimo ou mesmo excelente GP. É preciso saber rodar em modo “Liderando a F-1”, 100% do tempo.
Cuidado com o que se deseja
Sob essa perspectiva, os questionamentos do Pika, não fazem apenas sentido, são também um sutil aviso de amigo: Tem certeza de onde você quer se meter?
Não sei me farão seguir no game, e agora começo a ter mais dúvidas do que certezas:
Será que é algo que quero abraçar?
Afinal, existe um preço a pagar para se tornar um Pika das galáxias.
Fica também uma pulga atrás da orelha: E o cacau? Será que é das galáxias também?

